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Contabilidade 2026: diferenças, prazos e quem precisa enviar a ECD e a ECF

17/06/2026
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No calendário contábil e fiscal brasileiro, duas siglas concentram a atenção de contadores e diretores financeiros no primeiro semestre: a ECD (Escrituração Contábil Digital) e a ECF (Escrituração Contábil Fiscal). Ambas integram o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e funcionam como uma radiografia da situação financeira e fiscal das empresas.

Em 2026, com o cruzamento de dados da Receita Federal cada vez mais refinado, cumprir os prazos e garantir a exatidão das informações é decisivo para evitar autuações e prejuízos no caixa.

O que são e quais as diferenças

Apesar de complementares, ECD e ECF têm finalidades distintas. A ECD é o Livro Diário e o Livro Razão em formato eletrônico, com objetivo puramente contábil: substitui a escrituração em papel e digitaliza toda a movimentação financeira, como balanços, balancetes e lançamentos.

A ECF é uma obrigação fiscal. Ela conecta os dados contábeis gerados na ECD à base de cálculo dos impostos federais sobre o lucro, substituiu a antiga DIPJ e mostra ao Fisco como a empresa chegou aos valores de IRPJ e CSLL. Na prática, primeiro faz-se a contabilidade (ECD) e depois apuram-se os impostos sobre ela (ECF) — o próprio sistema exige recuperar os dados da ECD dentro da ECF.

Quem precisa enviar

A obrigatoriedade varia conforme o regime tributário. A ECD é obrigatória para todas as empresas do Lucro Real; as do Lucro Presumido também devem enviar em certas situações, como distribuição de lucros acima da parcela isenta sem presunção ou manutenção de livro Caixa. Entidades imunes e isentas com receitas acima de limites específicos também entram na regra.

Já a ECF é exigida de todas as pessoas jurídicas do país, inclusive imunes e isentas. As principais exceções, para as duas obrigações, são as empresas do Simples Nacional, autarquias, fundações públicas e pessoas jurídicas que ficaram totalmente inativas no ano-calendário.

O papel do contador

O alto nível de detalhamento torna o contador peça-chave. Como o Sped cruza os dados automaticamente, qualquer erro de digitação, classificação de conta ou divergência entre o balanço (ECD) e a apuração de impostos (ECF) pode levar a empresa à malha fina. Cabe ao profissional auditar previamente os arquivos e validar as informações, com responsabilidade técnica e legal assegurada por sua assinatura digital via certificado ICP-Brasil.

Prazos e penalidades em 2026

A ECD referente ao ano-calendário de 2025 deve ser transmitida até 30 de junho, e a ECF, até 31 de julho. O atraso, a omissão ou o envio de informações incorretas geram multas: para empresas do Lucro Real, a penalidade pela entrega em atraso da ECF pode chegar a 3% do lucro líquido do período, além de juros de mora.

Os contadores recomendam não deixar a compilação dos dados para as últimas semanas. O monitoramento contínuo das contas e a auditoria digital prévia dos arquivos são as melhores formas de garantir conformidade e evitar transtornos.


Fonte: Com informações de Jornal Contábil

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